sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desafios para o governo Dilma

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff

Leonardo Boff


Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nível indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, saíram desmoralizados.

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Família entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.

Não obstante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.

Agora se coloca a questão: a Presidenta aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?

Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidenta compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.

Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias("mensalão").

As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será difícil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.

Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidenta deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidenta irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.


Leonardo Boff é Teólogo Brasil de Fatos

Apropriação indébita: como os ricos estão tomando nossa herança comum

Hoje 95% do milho plantado nos EUA é de uma única variedade, com desaparecimento da diversidade genética. O livre acesso às composições de Heitor Villalobos será a partir de 2034. Isto está ajudando a criatividade de quem? Patentes de 20 anos há meio século atrás podiam parecer razoáveis, mas com o ritmo de inovação atual, que sentido fazem? Já são 25 milhões de pessoas que morreram de Aids, e as empresas farmacêuticas proibem os países afetados de produzir o coquetel. Há um imenso enriquecimento no topo da pirâmide, baseado não no que estas pessoas aportaram, mas no fato de se apropriarem de um acúmulo historicamente construído durante sucessivas gerações. O artigo é de Ladislau Dowbor.

Gar Alperovitz and Lew Daly – Apropriação Indébita: como os ricos estão tomando a nossa herança comum – Editora Senac, São Paulo 2010, 242 p.

A concentração de renda e a destruição ambiental constinuam sendo os nosso grandes desafios. São facetas diferentes da mesma dinâmica: na prática, estamos destruindo o planeta para a satisfação consumista de uma minoria, e deixando de atender os problemas realmente centrais. Como explicar que, com tantas tecnologias, produtividade e modernidade, estejamos reproduzindo o atraso? Em particular, como a sociedade do conhecimento pode se transformar em vetor de desigualdade?

O prêmio Nobel Kenneth Arrow considera que os autores de “Apropriação indébita: como os ricos etão tomando a nossa herança comum”, Gar Alperovitz e Lew Daly, “se baseiam em fontes impecáveis e as usam com maestria. Todo mundo irá aprender ao ler este livro”. Eu, que não sou nenhum prêmio Nobel, venho aqui contribuir com a minha modesta recomendação, transformando o meu prefácio em instrumento de divulgação. Mania de professor, querer comunicar o entusiasmo de boas leituras. E recomendação a não economistas: os autores deste livro têm suficiente inteligência para não precisar se esconder atrás de equações. A leitura flui.

A quem vai o fruto do nosso trabalho, e em que proporções? É a eterna questão do controle dos nossos processos produtivos. Na era da economia rural, os ricos se apropriavam do fruto do trabalho social, por serem donos da terra. Na era industrial, por serem donos da fábrica. E na era da economia do conhecimento, a propriedade intelectual se apresenta como a grande avenida de acesso a uma posição privilegiada na sociedade. Mas para isso, é preciso restringir o acesso generalizado ao conhecimento, pois se todos tiverem acesso, como se cobrará o pedágio, como se assegurará a vantagem de minorias?

Um argumento chave desta discussão, é naturalmente a legitimidade da posse. De quem é a terra, que permitia as fortunas e o lazer agradável dos senhores feudais? Apropriação na base da força, sem dúvida, legitimada em seguida por uma estrutura de heranças familiares. Uma vez aceito, o sistema funciona, pois na parte de cima da sociedade forma-se uma aliança natural ditada por interesses comuns.

Na fase industrial, um empresário pega um empréstimo no banco – e para isso ele já deve pertencer a um grupo social privilegiado – e monta uma empresa. Da venda dos produtos, e pagando baixos salários, tanto auferirá lucros pessoal como restituirá o empréstimo ao banco. De onde o banco tirou o dinheiro? Da poupança social, sob forma de depósitos, poupança esta que será transformada na fábrica do empresário. Aqui também, vale a solidariedade dos proprietários de meios de produção, e o resultado de um esforço que é social será em boa parte apropriado por uma minoria.

Mudam os sistemas, evoluem as tecnologias, mas não muda o esquema. Na fase atual, da economia do conhecimento, coloca-se o espinhoso problema da legitimidade da posse do conhecimento. A mudança é radical, relativamente aos sistemas anteriores: a terra pertence a um ou a outro, as máquinas têm proprietário, são bens “rivais”. No caso do conhecimento, trata-se de um bem cujo consumo não reduz o estoque. Se transmitimos o conhecimento a alguém, continuamos com ele, não perdemos nada, e como o conhecimento transmitido gera novos conhecimentos, todos ganham. A tendência para a livre circulação do conhecimento para o bem de todos torna-se portanto poderosa.

A apropriação privada de um produto social deve ser justificada. O aporte principal de Alperovitz e de Daly, neste pequeno estudo, é de deixar claro o mecanismo de uma apropriação injusta – Unjust Deserts – que poderíamos explicitar com a expressão mais corrente de apropriação indébita. Ao tornar transparentes estes mecanismos, os autores na realidade estão elaborando uma teoria do valor da economia do conhecimento. A força explicativa do que acontece na sociedade moderna, com isto, torna-se poderosa.

Para dar um exemplo trazido pelo autor, quando a Monsanto adquire controle exclusivo sobre determinada semente, como se a inovação tecnológica fosse um aporte apenas dela, esquece o processo que sustentou estes avanços. “O que eles nunca levam em consideração, é o imenso investimento coletivo que carregou a ciência genética dos seus primeiros passos até o momento em que a empresa toma a sua decisão. Todo o conhecimento biológico, estatístico e de outras áreas sem o qual nenhuma das sementes altamente produtivas e resistentes a denças poderia ter sido desenvolvida – todas as publicações, pesquisas, educação, treinamento e ferramentas técnicas relacionadas sem os quais a aprendizagem e o conhecimento não poderiam ter sido comunicados e fomentados em cada estágio particular de desenvolvimento, e então passados adiante e incorporados, também, por uma força de trabalho de técnicos e cientistas – tudo isto chega à empresa sem custo, um presente do passado” (55). Ao apropriar-se do direito sobre o produto final, e ao travar desenvolvimentos paralelos, a empresa canaliza para si gigantescos lucros da totalidade do esforço social, que ela não teve de financiar. Trata-se de um pedágio sobre o esforço dos outros. Unjust Deserts.

Se não é legítimo, pelo menos funciona? A compreensão do caráter particular do conhecimento como fator de produção já é antiga. Uma jóia a este respeito é um texto 1813 de Thomas Jefferson:

“Se há uma coisa que a natureza fez que é menos suscetível que todas as outras de propriedade exclusiva, esta coisa é a ação do poder de pensamento que chamamos de idéia....Que as idéias devam se expandir livremente de uma pessoa para outra, por todo o globo, para a instrução moral e mútua do homem, e o avanço de sua condição, parece ter sido particularmente e benevolmente desenhado pela natureza, quando ela as tornou, como o fogo, passíveis de expansão por todo o espaço, sem reduzir a sua densidade em nenhum ponto, e como o ar no qual respiramos, nos movemos e existimos fisicamente, incapazes de confinamento, ou de apropriação exclusiva. Invenções não podem, por natureza, ser objeto de propriedade.” (1)

O conhecimento não constitui uma propriedade no mesmo sentido que a de um bem físico. A caneta é minha, faço dela o que quiser. O conhecimento, na medida em que resulta de um esforço social muito amplo, e constitui um bem não rival, obedece a outra lógica, e por isto não é assegurado em permanência, e sim por vinte anos, por exemplo, no caso das patentes, ou quase um século no caso dos copyrights, mas sempre por tempo limitado: a propriedade é assegurada por sua função social – estimular as pessoas a inventarem ou a escreverem – e não por ser um direito natural.

O merecimento é para todos nós um argumento central. Segundo as palavras dos autores, “nada é mais profundamente ancorado em pessoas comuns do que a idéia de que uma pessoa tem direito ao que criou ou ao que os seus esforços produziram”.(96) Mas na realidade, não são propriamente os criadores que são remunerados, e sim os intermediários jurídicos, financeiros e de comunicação comercial que se apropriam do resultado da criatividade, trancando-o em contratos de exclusividade, e fazem fortunas de merecimento duvidoso. Não é a criatividade que é remunerada, e sim a apropriação dos resultados: “Se muito do que temos nos chegou como um presente gratuito de muitas gerações de contribuiçoes históricas, há uma questão profunda relativamente a quanto uma pessoa possa dizer que “ganhou merecidamente” no processo, agora ou no futuro.”(97)

As pessoas em geral não se dão conta das limitações. Hoje 95% do milho plantado nos EUA é de uma única variedade, com desaparecimento da diversidade genética, e as ameaças para o futuro são imensas. Teremos livre acesso às obras de Paulo Freire apenas a partir de 2050, 90 anos depois da morte do autor. O livre acesso às composições de Heitor Villalobos será a partir de 2034. Isto está ajudando a criatividade de quem? Patentes de 20 anos há meio século atrás podiam parecer razoáveis, mas com o ritmo de inovação atual, que sentido fazem? Já são 25 milhões de pessoas que morreram de Aids, e as empresas farmacêuticas (o Big Pharma) proibem os países afetados de produzir o coquetel, são donas de intermináveis patentes. Ou seja, há um imenso enriquecimento no topo da pirâmide, baseado não no que estas pessoas aportaram, mas no fato de se apropriarem de um acúmulo historicamente construído durante sucessivas gerações.

Nesta era em que a concentração planetária da riqueza social em poucas mãos está se tornando nsustentável, entender o mecanismo de geração e de apropriação desta riqueza é fundamental. Os autores não são nada extermistas, mas defendem que o acesso aos resultados dos esforços produtivos devam ser minimamente proporcionais aos aportes. “A fonte de longe a mais importante da prosperidade moderna é a riqueza social sob forma de conhecimento acumulado e de tecnologia herdada”, o que significa que “uma porção substantiva da presente riqueza e renda deveria ser realocada para todos os membros da sociedade de forma igualitária, ou no mínimo, no sentido de promover maior igualdade”.(153)

Um livro curto, muito bem escrito, e sobretudo uma preciosidade teórica, explicitando de maneira clara a deformação generalizada do mecanismo de remuneração, ou de recompensas, que o nosso sistema econômico gerou. Trata-se aqui de um dos melhores livros de economia que já passaram por minhas mãos. Bem documentado mas sempre claro na exposição, fortemente apoiado em termos teóricos, na realidade o livro abre a porta para o que podemos qualificar de teoria do valor, mas não da produção industrial, e sim da economia do conhecimento, o que Daniel Bell qualificou de “knowledge theory of value”. A Editora Senac tomou uma excelente iniciativa ao traduzir e publicar este livro. Vale a pena. (www.editorasenacsp.com.br)

(1) Citado por Lawrence Lessig, The Future of Ideas: the Fate of the Commons in an Connected World – Random House, New York, 2001, p. 94

(*) Ladislau Dowbor, professor de economia e administração da PUC-SP, é autor de Democracia Econômica e de Da propriedade Intelectual à Sociedade do Conhecimento, disponíveis em http://dowbor.org


Carta Maior

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Grupo de discussão

O Movimento de Agroecologia e Educação do Campo (MECA) realizou nesta quarta feira dia 22 de setembro de 2010, o primeiro encontro do grupo de discussão, com intuído de promover debates e socializações de conhecimentos, referentes a agroecologia e educação do campo. No qual o texto trabalhado no primeiro dia de discussão foi “A agricultura familiar de base agroecologica como estratégia de desenvolvimento local e regional”, o artigo foi publicado no ano de 2008 e de autoria das pesquisadoras Veridiana Soares Ribeiro e Giancarla Salamoni, ambas estudantes do curso de Geografia.

A primeira reunião do grupo de discussão foi realizada na Universidade Federal da Paraíba, no Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias, no qual conto com a presença de alunos do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias, Alunos do Curso Técnico em Agropecuária e do Programa de Pós Graduação em Tecnologia Agro-alimenta.

O moderado da discussão foi Jozias Umbelino Leite, aluno do programa de pós-graduação em tecnologia agro-alimentar.

sábado, 11 de setembro de 2010

Datafalha: o jenio não para de cair

O jenio já foi para o espaço

Foi divulgada a nova pesquisa Datafalha, que mostra Dilma Rousseff com 50% das intenções de votos, contra 27% do jenio, José Serra.

Na última pesquisa o candidato tucano tinha 28%.

Ele não para de cair.

É o Zé Ladeira abaixo.

Confira o post do Amigos do Presidente Lula:

Com 50%, Dilma mantém vantagem. Serra cai mais um ponto


A 23 dias da eleição, pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 de setembro aponta para um quadro de estabilidade na disputa presidencial.


Com 50% das intenções de voto, Dilma Rousseff manteve o percentual registrado na pesquisa anterior, realizada há cinco dias.


O tucano José Serra, caiu um ponto percentual e registrou agora 27% das menções do eleitorado. Marina Silva (PV) foi de 10% para 11%.


Os outros candidatos não alcançaram 1%, enquanto 6% dos entrevistados se dizem indecisos, e outros 4% declaram que irão votar em branco ou anular o voto.


A pesquisa Datafolha mostra que a Dilma ampliou sua vantagem na Bahia e em Pernambuco, exatamente os Estados em que Serra mais caiu.


A preferência por Dilma entre os pernambucanos é de 67% contra 18% que mencionam o nome do tucano (há cinco dias o levantamento registrou 62% a 21%), enquanto entre os baianos chega a 64% contra 18% que dizem votar em Serra (era de 60% a 22%).


A evolução por estratos socioeconômicos e demográficos apresentou pouca variação, e foi a senadora Marina Silva quem mais cresceu nos últimos cinco dias.


É o caso entre os eleitores com escolaridade superior, parcela em que Dilma caiu cinco pontos percentuais, para 37%, e Marina ganhou quatro, subindo para 23% (Serra oscilou um ponto para cima e está com 30%). Entre os de maior renda familiar, a petista perdeu sete pontos, enquanto a verde conquistou seis.


SEGUNDO TURNO

A simulação de segundo turno feita pelo Datafolha também apontou estabilidade. Dilma prosseguiu com os mesmos 56% que havia registrado no último levantamento, e Serra caiu um ponto (35%).


O mesmo pode-se dizer para a rejeição dos candidatos: agora, 32% dizem que não votariam em José Serra (eram 31% há cinco dias), contra 22% que reprovam Dilma (21%) e 16% que não consideram votar em Marina (ante 17%).


Os contratantes do levantamento são a Folha e a Rede Globo. Foram ouvidos 11.660 eleitores em 414 municípios brasileiros. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 28809/2010.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dia de Construção de Experiências Agroecológicas é realizado com sucesso em Casserengue

No último sábado (12 do mês de São João), com a presença de cerca de 60 pessoas, foi realizado no sítio Salgado em Casserengue - PB, dia de Campo das experiências agroecológicas desenvolvidas por agricultores e estudantes com apoio de professores do CAVN/CCHSA/UFPB e de instituições parceiras, como o STR Casserengue e EMBRAPA.
O dia começou com uma visita as práticas agroecológicas realizadas por seu Aluízio, um agricultor experiente do sítio Pitombeira. Agricultores, estudantes e professores, tiveram a oportunidade de presenciar as práticas bem sucedidas realizadas na propriedade visando à produção de alimentos para família e de estoques de forragem para os animais.
Em seguida, visitamos um experimento com Feijão Macassar e Milho submetido a tratamentos diferenciados, visando manter a fertilidade do solo, impedir a desertificação das terras e aumentar a produtividades das lavouras cultivadas. As plantas estavam submetidas a diferentes fonte de matéria orgânica e cultivadas com e sem cobertura morta. Finalizamos essa segunda experiência com uma avaliação coletiva de caráter participativo, no aceiro do roçado experimental, acerca da experimentação e sobre os resultados, onde observamos que adicionar esterco, composto e biofertilizante, bem como colocar a cobertura morta no solo, propiciaram excelentes resultados para o desenvolvimento do milho e do feijão.

Os agricultores e as agricultoras presentes, ainda receberam material informativo, sobre a adubação orgânica, ensinando como fazer algumas praticas de adubação do solo, como Cobertura Morta e Biofertilizante.

Os participantes ainda aprenderam sobre alimentação animal e a importância e confecção do feno de maniçoba e do farelo de maniçoba, na certeza de que os animais não vão sofrer qualquer tipo de intoxicação além de suprir a carga de proteínas necessárias na dieta alimentar de suas criações.

Antes de partir para o almoço e show ao vivo com Adelmo e Banda, foi feita uma abordagem geral sobre as práticas desenvolvidas no sitio agroecológico de Casserengue, primeiro da UFPB e do Curimataú paraibano, uma abordagem geral sobre a importância da curva de nível no terreno; da cerca viva de macambira; do cultivo de palma adaptado para não morrer no inverno; da importância da arborização no redor da casa como alternativa para manter o ambiente frio e minimizar os efeitos das rajadas de vento sobre a casa; dentre outras experiências que também são de grande importância para o melhor desenvolvimento da agricultura familiar camponesa.

Por último, já no sitio agroecológico, Lucas Kennedy estudante de Ciências Agrárias e Coordenador de Extensão do Movimento de Educação do Campo e Agroecologia deu inicio a uma série de entrevista, com alguns estudantes e agricultores, sobre a análise que fazem das experiências presenciadas por eles.

Prestigiaram as atividades, estudantes do Pró Jovem Campo de Casserengue, estudantes do curso técnico em Agropecuária do CAVN/CCHSA/UFPB, estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias da UFPB, professores e estudantes do PPGTA/CCHSA da UFPB, licenciando em Letras da UEPB, representantes da EMBRAPA Algodão, da Arribaçã, da Prefeitura Municipal de Casserengue, – vice prefeito Carlinhos e o secretário Chiquinho, Lideres de Associação de trabalhadores rurais das comunidades circo vizinhas.

Este dia de campo foi uma realização do MECA com apoio do PROBEX/CAVN/CCHSA/UFPB.


Nicodemos Costa

Ascom/MECA UFPB

terça-feira, 8 de junho de 2010

É neste Sábado, Dia de Construção de Experiências Agroecológicas

Será neste sábado, 12/06, a partir das 08:00hs da manhã, no sitio Salgado em Casserengue - PB, dia de Campo das experiências agroecológicas desenvolvidas por agricultores, estudantes e professores da UFPB e das instiuições parceiras.
Está na pauta do dia, uma visita ao roçado agroecológico de seu Aluízio, em seguida uma visita ao experimento com feijão macassar e milho, finalizando com a visita as experiência desenvolvidas no sitio agroecológico da comunidade Salgado, onde finalizaremos a programação com um almoço ao som de Adelmo e banda.
A atividade é uma iniciativa do Movimento de Educação do Campo e Agroecologia - MECA do CAVN/CCHSA/UFPB, e contará com a presença dos representantes das instituições parceiras dos projetos de pesquisa e extensão, AS-PTA, EMBRAPA Algodão, ONGIFA, CPT, STR´s, RESAB, Polo Sindical da Borborema, AAUC, ARRIBAÇÃ, além da participação especial de agricultores de várias associações de trabalhadores rurais da Paraíba.



Redação
Ascom/MECA


domingo, 23 de maio de 2010

Bananeiras sedia Encontro Nacional dos Estudantes de Ciências Agrárias

O encontro discutirá questões inerentes ao curso, à educação e aos problemas sociais e conjunturais no meio rural brasileiro



O Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba será sede da VII edição do Encontro Nacional dos Estudantes de Ciências Agrárias (Enlica), que acontece de 8 a 12 de junho.

O sétimo Enlica é uma realização do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias Campus III, em Bananeiras, organizado pela Realiza Administradora Mídia e Eventos.

Com o tema “Educação, inclusão profissional e sustentabilidade no campo brasileiro”, o encontro vai discutir questões inerentes ao curso, à educação e aos problemas sociais e conjunturais presentes no meio rural brasileiro.

Durante os cinco dias serão discutidos os caminhos que a licenciatura em Ciências Agrárias deve seguir nos próximos anos; expor as pesquisas e demais atividades desenvolvidas pelo curso de licenciatura do Campus III da UFPB em Bananeiras; e intercalar momentos de aprimoramento profissional com atividades culturais.

É prevista a participação de aproximadamente 400 pessoas. A coordenação do encontro esclarece que além dos estudantes da região Nordeste, que sempre participam do evento, é esperada a participação de pessoas das regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Norte.

Até 20 de maio, as inscrições custam R$ 45 para profissionais e R$ 35 para estudantes. Após essa data serão cobradas taxas de R$ 50 para profissionais e R$ 40 para estudantes. As inscrições serão encerradas em 8 de junho.

Para se inteirar de toda a programação e participantes basta ligar para o telefone (83) 3367 1200, ou acessar o e-mail : enlica2010@gamil.com.


Da redação
agencia.ufpb.br