Apresentação
Encontro Nacional de Licenciatura em Ciências Agrárias
O Encontro Nacional dos Estudantes de ciências Agrárias (ENLICA) é um espaço de organização dos estudantes de Ciências Agrárias, caracterizando-se por apresentar um cunho de formação, onde os estudantes discutem questões inerentes ao curso, a educação, os problemas sociais e conjunturais presentes ao meio rural brasileiro. As duas últimas edições do evento foram realizadas na Universidade Federal do Rural do Rio de Janeiro e na Universidade Federal de Paraíba, Campus III, Bananeiras/PB.
O evento pretende contribuir para a formação de profissionais do ensino, pesquisadores e extensionistas em diversas áreas das ciências agrárias. O enfoque em currículo, identidade e trabalho traz aos alunos o conhecimento sobre a importância e as inovações nesta área, assim como os espaços onde se desenvolve esta atividade de ensino rural contemporâneo, discutindo o que é Educação no Campo, possibilitando ao aluno conhecimento sobre: o Homem do campo, a agricultura familiar, comunidades de assentamento e grupos tradicionais.
A realização do VIII ENLICA e VI Semana Acadêmica de Ciências Agrárias justifica-se por ser um evento que irá discutir o currículo, identidade e trabalho do licenciado em Ciências Agrárias. Por considerar a educação como sendo um dos pilares de mudança na vida de qualquer pessoa e mostrando que a qualificação profissional está diretamente relacionada com o nível educacional dos envolvidos. No evento buscar-se-á compreender, discutir e apontar caminhos, de forma abrangente para este tema.
Uma característica de fundamental importância será a integração artístico-cultural entre as universidades que virão a participar do evento, permitindo um maior conhecimento das culturas regionais. O ENLICA é uma ótima oportunidade para que os estudantes de Ciências Agrárias possam avaliar o desempenho de suas Entidades Estudantis, bem como profissionais se atualizarem nas últimas informações sobre o tema.
Tem como finalidade mostrar que a qualificação profissional depende muito do nível educacional dos discentes, docentes e demais profissionais envolvidos; Discutir os caminhos que a licenciatura em ciências agrárias deve seguir nos próximos anos; intercalar momentos de aprimoramento profissional com atividades culturais estreitando assim o elo de contatos entre os envolvidos no evento e expor as pesquisas e demais atividades desenvolvidas pelo curso de licenciatura do Campus IV da UEPB – Catolé do Rocha/PB
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Congresso Brasileiro de Agroecologia
APRESENTAÇÃO
Partindo do pressuposto de que há um conjunto de crises que afetam o atual modelo de desenvolvimento, a Agroecologia se propõem como alternativa e está se afirmando cada vez mais como estratégia para o desenvolvimento rural com sustentabilidade multidimensional. Com base em diversas áreas do conhecimento a Agroecologia estuda os processos de desenvolvimento a partir de um enfoque sistêmico, adotando o agroecossistema como unidade de análise, valorizando os sistemas e as lógicas camponesas, e apoiando a transição de modelos agroquímicos e de desenvolvimento rural convencional para estilos de agriculturas e de desenvolvimento rural mais sustentáveis.
Com base nesse entendimento as discussões sobre esse tema têm sido aprofundadas em espaços acadêmicos e no diálogo com as distintas realidades, em que os movimentos sociais e ONGs em rede atuam, buscando uma aproximação entre a teoria e a prática da agricultura familiar agroecológica. Com esse intuito o Congresso Brasileiro de Agroecologia, agora na sua sétima edição, oportunizará a reunião de profissionais, estudantes e agricultores/as de todo o país e do exterior para intercambiar os conhecimentos, as experiências e promover deliberações e orientações para a ação e a construção do conhecimento sob o enfoque agroecológico. Como resultado espera-se um avanço na concepção científica e metodológica da Agroecologia, construída a partir de reflexões coletivas.
A sétima edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia (VII CBA) será realizada na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, numa parceria entre a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o Governo do Estado do Ceará, através da Secretária de Desenvolvimento Agrário (SDA), o Instituto Agropólos, a Universidade Federal do Ceará, através do Centro de Ciências Agrárias, Centro de Ciências, Centro das Humanidades e Centro de Saúde, a Universidade Estadual do Estado do Ceará (UECE), a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (EMATER – CE), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – com suas Unidades no Nordeste – Agroindústria Tropical, Tabuleiros Costeiros, Semiárido, Algodão e Ovino Caprinos – a Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais no Estado do Ceará (FETRAECE), a Fundação Konrad Adenauer, o Núcleo de Trabalho Permanente em Agroecologia da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, a Rede Cearense de ATER, a Associação da Rede Cearense de Agroecologia – ARCA, o Núcleo Tramas, o Instituto de Permacultura e Ecovilas, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Permaculturais no Semiárido/NEPPSA/UECE, a Sociedad Española de Agricultura Ecológica – SEAE, entre outras entidades.
Tanto o Estado do Ceará como a região Nordeste tem a oferecer numerosas experiências agroecológicas nas comunidades rurais e em assentamentos, como também um grande número de pesquisas e projetos de extensão em instituições governamentais e não governamentais.
Por sua vez, o Congresso trará para o Estado do Ceará a oportunidade de uma articulação maior entre os estados, do Nordeste e do Brasil, consolidando as redes agroecológicas locais e regionais, dando visibilidade aos projetos exitosos, boas práticas em andamento que poderão ser socializados entre as diversas delegações presentes e divulgados para outros estados e regiões do país impulsionando trabalhos acadêmico-empíricos nas Universidades e Instituições de Pesquisa e Extensão; assim como sistematização de experiências na visão dos/as próprios/as agricultores/as experimentadores/as multiplicadores/as.
Agroecologia agora e LEI
Lei Nº 9360 DE 01/06/2011 (Estadual - Paraíba)
Data D.O.: 02/06/2011
Incentiva a agroecologia e a agricultura orgânica na agricultura familiar no Estado e dá outras providências.
O Governador do Estado da Paraíba:
Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. Define-se como agroecologia um sistema de produção agrícola, alternativa, que busca a sustentabilidade da agricultura familiar, resgatando práticas que permitam ao pequeno agricultor produzir sem depender de insumos industriais.
Parágrafo único. A agroecologia engloba princípios ecológicos básicos para estudar, planejar e manejar sistemas agrícolas que, ao mesmo tempo, sejam produtivos, economicamente viáveis, preservem o meio ambiente e sejam socialmente justos.
Art. 2º. Agricultura orgânica define-se como o sistema de produção que não utiliza fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal.
Parágrafo único. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais renováveis, bem como aproveitamento dos processos biológicos alinhados à biodiversidade, ao meio-ambiente, ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida humana.
Art. 3º. Para consecução dos objetivos desta Lei, o Governo do Estado terá por obrigação para com os pequenos agricultores:
I - Motivar e incentivar a implantação de sistemas agroecológicos de produção e a certificação da produção orgânica, visando à ampliação da produção com regularidade de oferta;
II - Apoiar as associações de produtores nas iniciativas de organização e certificação da produção, tratamento pós-colheita, processamento e comercialização em mercados e feiras de comercialização direta ao consumidor final;
III - Desenvolver pesquisas e incentivar a produção de sementes de leguminosas para a adubação verde;
IV - Estimular a recuperação da fertilidade do solo com o uso da adubação verde, compostagem e outros adubos de origem orgânica;
V - Estimular a produção de pequenos animais (integração animal/vegetal) para diversificação, melhoria do manejo e viabilidade econômica, junto aos agricultores familiares;
VI - Criar a disciplina Agroecologia, a fim de educar os alunos da rede pública estadual do Ensino Fundamental I e II, desenvolver seus conhecimentos sobre meio ambiente e agricultura orgânica.
VII - Promover palestras sobre agroecologia nas escolas públicas municipais e estaduais e estimular o desenvolvimento de projetos agroecológicos nas escolas.
Art. 4º. As atividades da agricultura orgânica na produção dos agricultores familiares alicerçadas e comprometidas com os seguintes princípios:
I - Proteger as futuras gerações;
II - Prevenir a erosão do solo;
III - Proteger a qualidade da água;
IV - Rejeitar alimentos com agrotóxicos;
V - Melhorar a saúde dos agricultores;
VI - Aumentar a renda dos agricultores;
VII - Apoiar os pequenos agricultores
VIII - Prevenir gastos futuros;
IX - Promover a biodiversidade;
X - Descobrir sabores naturais.
Art. 5º. O acesso aos benefícios dos incentivos da Lei podem ser gratuitos ao produtor familiar, na condição de proprietário, possuidor, arrendatário, meeiro ou parceiro de terra com o Estado da Paraíba, inclusive agricultores aposentados através de programas federais ou estaduais que:
I - queiram iniciar a implantação ou conversão de seu processo produtivo para o processo de produção orgânica;
II - não contratem mão-de-obra sazonal na unidade produtiva que exceda o somatório de sua mão-de-obra familiar;
III - possua, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de sua renda proveniente da atividade rural.
Art. 6º. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º. Revogam-se as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA PARAÍBA, em João Pessoa, 1º de junho de 2011; 123º da Proclamação da República.
RICARDO VIEIRA COUTINHO
Governador
Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. Define-se como agroecologia um sistema de produção agrícola, alternativa, que busca a sustentabilidade da agricultura familiar, resgatando práticas que permitam ao pequeno agricultor produzir sem depender de insumos industriais.
Parágrafo único. A agroecologia engloba princípios ecológicos básicos para estudar, planejar e manejar sistemas agrícolas que, ao mesmo tempo, sejam produtivos, economicamente viáveis, preservem o meio ambiente e sejam socialmente justos.
Art. 2º. Agricultura orgânica define-se como o sistema de produção que não utiliza fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal.
Parágrafo único. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais renováveis, bem como aproveitamento dos processos biológicos alinhados à biodiversidade, ao meio-ambiente, ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida humana.
Art. 3º. Para consecução dos objetivos desta Lei, o Governo do Estado terá por obrigação para com os pequenos agricultores:
I - Motivar e incentivar a implantação de sistemas agroecológicos de produção e a certificação da produção orgânica, visando à ampliação da produção com regularidade de oferta;
II - Apoiar as associações de produtores nas iniciativas de organização e certificação da produção, tratamento pós-colheita, processamento e comercialização em mercados e feiras de comercialização direta ao consumidor final;
III - Desenvolver pesquisas e incentivar a produção de sementes de leguminosas para a adubação verde;
IV - Estimular a recuperação da fertilidade do solo com o uso da adubação verde, compostagem e outros adubos de origem orgânica;
V - Estimular a produção de pequenos animais (integração animal/vegetal) para diversificação, melhoria do manejo e viabilidade econômica, junto aos agricultores familiares;
VI - Criar a disciplina Agroecologia, a fim de educar os alunos da rede pública estadual do Ensino Fundamental I e II, desenvolver seus conhecimentos sobre meio ambiente e agricultura orgânica.
VII - Promover palestras sobre agroecologia nas escolas públicas municipais e estaduais e estimular o desenvolvimento de projetos agroecológicos nas escolas.
Art. 4º. As atividades da agricultura orgânica na produção dos agricultores familiares alicerçadas e comprometidas com os seguintes princípios:
I - Proteger as futuras gerações;
II - Prevenir a erosão do solo;
III - Proteger a qualidade da água;
IV - Rejeitar alimentos com agrotóxicos;
V - Melhorar a saúde dos agricultores;
VI - Aumentar a renda dos agricultores;
VII - Apoiar os pequenos agricultores
VIII - Prevenir gastos futuros;
IX - Promover a biodiversidade;
X - Descobrir sabores naturais.
Art. 5º. O acesso aos benefícios dos incentivos da Lei podem ser gratuitos ao produtor familiar, na condição de proprietário, possuidor, arrendatário, meeiro ou parceiro de terra com o Estado da Paraíba, inclusive agricultores aposentados através de programas federais ou estaduais que:
I - queiram iniciar a implantação ou conversão de seu processo produtivo para o processo de produção orgânica;
II - não contratem mão-de-obra sazonal na unidade produtiva que exceda o somatório de sua mão-de-obra familiar;
III - possua, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de sua renda proveniente da atividade rural.
Art. 6º. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º. Revogam-se as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA PARAÍBA, em João Pessoa, 1º de junho de 2011; 123º da Proclamação da República.
RICARDO VIEIRA COUTINHO
Governador
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Cada brasileiro consome em média 5,2 litros de veneno por ano
Cada brasileiro consome em média 5,2 litros de veneno por ano.
Até quando vamos engolir isso?
Brasil mais de um milhão de toneladas de veneno foram jogados nas lavouras em 2009.
São sete bilhões de dólares utilizados em compra de agrotóxicos no país, e a venda é controlada por apenas seis empresas transnacionais, as quais respondem por 80% do mercado internacional.
A utilização excessiva dos agrotóxicos está diretamente ligada à política agrícola adotada, um modelo explorador que impulsionou o aumento da produção de forma dependente de pacotes agroquímicos, adubos, sementes transgênicas e venenos.
A utilização dos agrotóxicos na agricultura contamina o ar, os rios, os açudes, as terras cultiváveis e, de forma direta, boa parte dos alimentos consumidos pela população.
Dessa maneira, a contaminação passa a ser um problema de saúde pública e de preservação do meio ambiente. É preciso denunciar que o uso dos agrotóxicos afeta as pessoas do campo e da cidade, contaminando não apenas os agricultores que os produzem, como também quem os consome.
Na Paraíba não é diferente! O veneno está presente nos canaviais, nas plantações de fumo e de frutas e hortaliças consumidas in natura. A ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos pode causar vários tipos de câncer, anomalias, mutação nos fetos, aborto e mortes de pessoas e animais.
Em contraposição a esse modelo, aqui no estado uma grande quantidade de famílias camponesas têm consolidado sistemas de produção e distribuição agroecológicos, que utilizam, por exemplo, defensivos naturais, redes de feiras livres e bancos de sementes da paixão.
Dessa forma, torna-se necessário unir campo e cidade no combate incessante da aplicação de veneno. Junte-se a essa campanha. O combate aos agrotóxicos é um dever de todo o povo que luta pela defesa da vida.
Por uma vida saudável, não consuma agrotóxicos!
Contato Estadual do Fórum de Combate ao Agrotóxico na PB:
contraagrotoxicospb@gmail.com e 3042-5875
sexta-feira, 15 de julho de 2011
É neste sábado, Dia de Campo Agroecológico em Casserengue - PB
É neste Sábado(16), no Sitio Agroecológico, localidade na Comunidade Salgado, zona rural do município de Casserengue, mas um Dia de Campo.
A previsão é que o dia comece as 8h30min com o café comunitário e em sequencias as atividades previstas na programação, devendo encerra a parir das 13 horas após o almoço servido na cede do sitio agroecológico.
O dia de campo deve contar com a presença do educador e Secretário da Agricultura Familiar da Paraíba, Alexandre Eduardo, que pela primeira vez como secretário, levando a mensagem do governo do estado. O evento conta também com a presença de estudantes e professores do Colégio Agrícola "Vidal de Negreiros"- CAVN, do Campus III da UFPB/CCHSA e das escolas locais e a mais importante, a presença dos agricultores da cidade.
Este Dia de Campo é uma realização do Movimento de Educação do Campo - MECA do CCHSA/UFPB, com a finalidade de apresentar as experiências agroecológicas desenvolvidas com sucesso na zona rural de Casserengue, mas especificamente no sitio agroecológico da comunidade Salgado.
Confira a seguir a programação completa
Dia de Campo de Experiências Agroecológicas
Programação
- 8h30min - Café da manhã
- 9h00min - Experimentação com manejo da fertilidade do solo nas culturas de milho e feijão.
- 9h30min - Experimentação em áreas salinas e o uso de espécies plantas nativas e exóticas tolerantes à sais.
- 10h00min - Experimentação com manjo e recuperação de áreas de caatinga degradadas.
- 10h30min - Experimentação com manejo dos recursos Hídricos.
- 11h00min - Experimentação com produção diversificada de alimento.
- 11h30min - Experimentação com produção de sementes da crioulas.
- 12h00min - Experiências com produção de forragem.
- 12h30min - Almoço
MECA/UFPB
terça-feira, 12 de julho de 2011
Comunicado Oficial do Blog aos internaútas
A você internauta que nos prestigia com a sua preferência, queremos comunicar que o nosso blog passará por manutenção nos próximos dias, com a finalidade de proporcionar a você mais recursos visuais, mais qualidade na prestação de serviço, agrupamentos do material publicado, dentre tantas outras vantagens que o nosso público merece.
Porém, mesmo em constante mudanças, essa página não sairá do ar, por isso será normal que de vez em quanto seja presenciado diferenças no designer, mais ou menos recursos ou que recursos disponíveis ao ser utilizado, não responda como esperado.
Essa situação deve prevalecer até 20 dias, até que concluamos os trabalhos e finalmente, uma página mais moderna seja ofertada a você que é a razão maior da existência deste meio de comunicação.
A direção
MECA/UFPB
O preço de não escutar a natureza
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Rio de Janeiro - Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo -, em janeiro de 2011, com centenas de mortos e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, que provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal dessa tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos.
O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Nós desaprendemos tudo isso.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais frequentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal dessa tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos.
O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Nós desaprendemos tudo isso.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais frequentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Leonardo Boff,
filósofo, teólogo e escritor, Petrópolis, RJ.
filósofo, teólogo e escritor, Petrópolis, RJ.
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