sábado, 23 de setembro de 2017


I Simpósio Paraibano do UMBU


No dia 21 de setembro, quinta feira, aconteceu em Campina Grande-PB o I Simpósio Paraibano de Umbu. Uma iniciativa de pesquisadoras/es em fortalecer as reflexões sobre os cuidados na preservação do Umbuzeiro, planta símbolo de resistência no sertão e de expressivo valor econômico para a agricultura familiar. O umbu além de ser muito nutritivo também pode ser beneficiado de inúmeras formas como compotas, doces, sucos, cerveja dentre outros produtos que foram expostos no simpósio que compõem essa diversidade do umbuzeiro. O evento contou com a presença de pesquisadoras/es, estudantes e principalmente o relato de agricultoras e agricultores do Nordeste que estão ligadas a essa rede. O umbu é uma cultura que está ligada a sociobiodiversidade pelo seu caráter econômico, social e ambiental agindo na formação de cultura e renda as famílias do campo. Importante para a ecologia e preservação do bioma Caatinga o umbu é referenciado como símbolo sagrado do semiárido sendo assim de grande importância sua preservação e multiplicação. O evento foi fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e diversas organizações de pesquisa e movimentos sociais onde reuniu pessoas de vários locais do Nordeste dando assim mais um passo para fortalecer esta rede agroecológica a caminho de uma agricultura cada vez mais sustentável.

“O Umbu da de comer e da de beber”
Sr. Severino de Moura Maciel/ Agricultor de Lagoa Seca.

Matéria: Micorriza comunicação Agroecológica

As cores do Solo - Relatos - #1 Augusto


As cores do Solo #Relatos 1


O curso As cores do Solo vem com a proposta de aproximar as juventudes do campo pra dentro da universidade e vivenciar uma troca de saberes, interação com outras realidades e práticas de agricultura com base agroecologica. 

No vídeo o relato do jovem agricultor Augusto Belarmino de Sousa, educando no curso As cores do solo. Núcleo de Agroecologia de Bananeiras- UFPB.




Mídia: Micorriza Comunicação Agroecológica

sábado, 17 de maio de 2014

“Cidades em Transição”: Os 12 passos da transição

O movimento “Cidades em Transição”, que busca retirar o petróleo da vida urbana e promover economias municipais, acredita que não existe um modelo único de transição, nem que tenha encontrado todas as respostas para resolver o problemada escassez do petróleo e do aquecimento global.
A ideia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança. Para asgrandes cidades, uma alternativa é fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional. Bristol, no sudoeste da Inglaterra apostou nessa perspectiva. Com mais de 400 mil habitantes, a cidade foi “dividida” em 12 partes. Cada uma delas está procurando achar sua própria solução. Rob
Hopkins, teórico do movimento, acredita que cada experiência vai servir de inspiração para novas ações e iniciativas. Também não existe um calendário coletivo para a conclusão dessa transição entre a economia do petróleo global e a economia sustentável local. Cada cidade tem a sua.
Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que na carne. As escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época, cozinhar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem.
Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo. O transporte público ganha espaço e andar de carro será sinônimo de comportamento antissocial.

Para orientar cidades interessadas em aderir ao movimento, Rob Hopkins, organizou “Os 12 passos para a transição”. Eles estão no seu livro “The TransitionHand Book” (Livro de Bolso da Transição, em uma tradução livre).

São eles:
  1. Formar grupos na sociedade para discutir possíveis ações para diminuir oconsumo de energia na sociedade. Temas como importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismo e transporte. É importante que o sucesso coletivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo.
  2. Identificar possíveis alianças e construir networks. Preparar a sociedade em geral para falar das consequências do fim da era do petróleo barato e sobreaquecimento global. Palestras com especialistas e mostras de filmes como “The End of Suburbia”, “Crude Awakening”, “Power of Community” têm sido muito eficientes. Esses filmes se encontram para download no websitewww.transitiontowns.org
  3. Incorporar ideia de outras organizações e iniciativas já existentes.
  4. Organizar o lançamento do movimento. Isso pode ocorrer entre seis meses e um ano após o primeiro passo.
  5. Formar subgrupos que vão olhar para suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode se tornar resiliente, ou seja, ser autossuficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo.
  6. Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele.
  7. Realizar atividades que requerem ação. Em Totnes, por exemplo, foi decidido que as árvores frutíferas poderiam trazer benefícios para a cidade. Houve um mutirão para fazer o plantio de mudas de castanheiras.
  8. Recuperar a hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta.
  9. Construir bom relacionamento com governo local.
  10. Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito a ensinar.
  11. Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um grande catalisador de ideias.
  12. Criar um plano de ação para reduzir o consumo de energia da cidade. Cada grupo mostra o que foi decidido para cada área antes de colocá-las em prática.
CIDADES EM TRANSIÇÃO
O movimento Cidades em Transição, ou Transition Towns, foi criado pelo inglês Rob Hopkins em 2006, com o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes de combustíveis fósseis, mais integradas à natureza e ao meio ambiente e mais resistentes a crises externas, tanto econômicas quanto ecológicas, através do fortalecimento da comunidade local e do redesenho dos espaços, ações e relações.
Diferente da abordagem fatalista, Cidades em Transição tem uma visão realista e positiva do futuro, acreditando na ação transformadora de indivíduos, comunidades e instituições na criação de novos modelos mais integrados e resilientes, com base local.
O movimento está presente em mais de 15 países. Já gerou mais de 8.000 iniciativas de transição e 300 cidades oficialmente reconhecidas ao redor do mundo. Chegou ao Brasil em 2009, por questões de escala e da grande densidade demográfica das cidades brasileiras, o movimento aqui se organizou por bairros.
Sites de Referência:
http://www.transitionnetwork.org
http://transitionbrasil.ning.com
http://www.transitiontowns.org
http://totnes.transitionnetwork.org
http://www.transitiontogether.org.uk

“Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho… Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo.
Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma.
Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia.”
Yogananda
fonte:http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/cidades-em-transicao-os-12-passos-da-transicao/

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Feira agroecológica em bananeiras iniciou na última quarta feira

BANANEIRAS-PB Município inicia projeto de feira agroecológica

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Numa parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuária e da pesca, AGENTE e EMATER, teve início nesta quarta-feira, 14 de Maio, a feira agroecológica da cidade de Bananeiras-PB. A ideia é oferecer produtos orgânicos de qualidade aos Bananeirenses, possibilitando o aumento na renda dos agricultores da agricultara familiar.
Marcelo Lourenço, diretor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, considerou de grande importância a realização da feira. “É um momento importante para a economia local, sem falar no benefício que traz os produtos aqui vendidos para os consumidores. Dessa forma todos estão de parabéns por acreditarem em um projeto como esse.” Considerou Marcelo acrescentando que a Prefeitura não tem medido esforços para apoiar o homem do campo. “Já realizamos o corte de terra em todo município e o resultado estar ai; produtos limpos e saudáveis para as mesas de todos nós. A Prefeitura não tem medido esforços para garantir melhorias para o agricultor.” Finalizou.
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O agricultor Izaquiel Freire de Assis, de 46 anos de idade, morador do Assentamento Perpétuo Socorro, disse que ficou muito feliz com o convite e está confiante que a partir de agora, vai melhorar a venda dos seus produtos. “Desde os sete anos de idade que trabalho com a agricultura e há três anos comecei lidar com horta, mas sempre vendi apenas para meus vizinhos. Com essa feira eu fico na expectativa de vender mais. Estou muito feliz por essa oportunidade.” Comentou.
A feira Agroecológica da Agricultura familiar de Bananeiras, é um espaço de comercialização de produtos agroecológico e artesanais, procedentes dos projetos de Assentamentos de reforma Agrária e das comunidades familiares tradicionais. Todos os agricultores envolvidos são agricultores que já produzem sem agrotóxico e, passam a ter um espaço próprio para comercialização de sua produção, gerando renda e garantindo um produto mais saudável aos consumidores.
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Durante a abertura da feira, houve apresentações artísticas culturais, com teatro, capoeira e música regional.

CODECOM-Prefeitura de Bananeiras/PB
fonte: http://folhadobrejo.com.br/site/bananeiras-pb-municipio-inicia-projeto-de-feira-agroecologica/

terça-feira, 13 de maio de 2014

Carta de apoio a Ocupação em Apodi

O MECA (Movimento de Educação do Campo e Agroecologia) e estudantes de Agroecologia do Campus III da UFPB, demonstramos nessa nota o nosso apoio às pessoas e famílias do acampamento/ocupação na chapada do Apodi contra a implantação injusta do perímetro irrigado. A morte de dois companheiros de luta agricultores locais não pode ficar em vão, mais duas sementes foram plantadas na resistência da soberania alimentar camponesa. O projeto de morte que favorece multinacionais e não moradores locais atuantes e praticantes da agroecologia vai desapropriar mais de 1000 famílias, estas já atuantes no bem estar da população e de todos seres vivos, além de manter harmonia entre a natureza e as pessoas. O projeto do perímetro irrigado já esta ultrapassado e não consta registro das famílias que lá estão, também hoje na chapada do Apodi temos o maior assentamento do MST do Brasil, símbolo da resistência e luta pela reforma agrária. É lamentável a falta de respeito com os Direitos Humanos, seu bem estar e direito a terra.

O perímetro irrigado servirá para as monoculturas frutíferas de uva e cacau que não fazem parte da agricultura local. No sistema de monocultura usando produtos químicos e agrotóxicos altamente poluentes causando grande impacto ambiental já visto no lado do Ceará, além de gerar a falta de água nas comunidades locais. Esse projeto tem previsão de uso de três anos e já ultrapassa os custos de 280 milhões de reais. Agora, por que não investir na agricultura e comunidades já atuantes no local de forma agroecológica a mais de cinquenta anos?

Não ao projeto da Morte, não ao perímetro irrigado, não aos agrotóxicos (venenos). Reforma agrária já, Reforma política já. Resistiremos e lutaremos pela chapada do Apodi e pela liberdade de tod@s.

Lutar e resistir pela chapada do Apodi. Fora o projeto da Morte.

Juventude que ousa lutar, constrói o poder popular!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

3ª Convocatória - Inscrições abertas para o I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia

3ª Convocatória - I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia
 
Apresentação
A 3ª Convocatória do I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia tem como objetivo apresentar informações relativas às inscrições de trabalhos (artigos ou relatos), participação em Rodas de Diálogos e no Espaço Livre.
Para realizar a inscrição do trabalho, os interessados deverão:
1. Preencher a ficha de inscrição de trabalhos sobre experiências de Educação em Agroecologia,
2. Enviar um trabalho de acordo com as especificações do Seminário (2ª Convocatória),
3. Cadastrar sua experiência no sistema Agroecologia em Rede (obrigatório),
4. Escolher uma Roda de Diálogos em que gostaria de participar,
5. Sinalizar o interesse em expor um pôster no Espaço Livre (opcional).
Atenção: Como as vagas são limitadas, somente os autores dos textos selecionados poderão participar do seminário.

UFPB/INSA promovem curso de especialização para assentados

Imagem do Blog: equipeatescoonap
As inscrições para o Curso de Especialização “Processos Históricos e Inovações Tecnológicas no Semiárido Brasileiro” podem ser feitas até 17 de maio, por email
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHLA), em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), recebe online até o dia 17 de maio, inscrições para o Curso de Especialização “Processos Históricos e Inovações Tecnológicas no Semiárido Brasileiro”.
Criado pela Resolução 22/2013 do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), a especialização é realizada pelo Departamento de História da UFPB e tem como objetivo estruturar o processo de construção do conhecimento histórico, sob os preceitos da Educação do Campo, contextualizada às condições do Semiárido, para capacitar técnicos do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES) e lideranças de assentamentos, propiciando o domínio de uso de tecnologias sociais sustentáveis no semiárido brasileiro.

segunda-feira, 25 de março de 2013

TV Globo: Repercute experiência agroecologica de convivência com a seca desenvolvida na zona rural de Solânea - PB


A equipe do Globo Rural esteve em 21/01/2012 no sítio salgado dos Sousa e volta a visitar e a gravar na localidade. A equipe da Rede Globo de Televisão esteve na residência de seu Luis Sousa e dona Eliete, ele, agricultor, ela, Agente de Saúde e agricultora; o objetivo era mostrar o contraste entre o período de seca e o período de chuvas na mesma localidade, as técnicas adotadas para amenizar os efeitos da seca e os projetos já implantados na localidade. Isto o ano passado. Nesse, domingo, 24/03/2013 a equipe da Rede Globo de Televisão apresentou em seu programa matinal, Globo Rural, outra matéria gravada no Sítio Salgado dos Souza, na casa de Sr. Luiz Sousa e dona Eliete; o Sítio fica localizado próximo a Cacimba da Vazia, Município de Solânea – PB. Poucos conhecem o importante trabalho que é desenvolvido na propriedade de seu Luis e dona Eliete, a região é esquecida pelo poder público e em virtude disto este pequeno agricultor teve que aprimorar suas praticas de plantio e armazenamento de água para suprir a ausência de investimentos públicos na Agricultura do Município para amenizar os impactos causados pela estiagem todos os anos.

sexta-feira, 15 de março de 2013

João Pessoa sedia comemorações do dia estadual de combate ao uso de agrotóxicos


ESTADO DA PARAÍBA
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA
GABINETE DO DEPUTADO ESTADUAL FREI ANASTÁCIO – PT
Assessoria de Imprensa: assessoria@freianastacio.com.br – 083-3214-4522/9151-6000/ www.freianastacio.com.br
12.03.2013

João Pessoa sedia comemorações do dia estadual
de combate ao uso de agrotóxicos
O deputado estadual Frei Anastácio destacou, hoje (12), na Assembléia Legislativa, as primeiras comemorações do 19 de março, Dia Estadual de Combate aos Agrotóxicos, instituído através da Lei estadual 9.781, de autoria do mandato dele. “Convido todos os parlamentares e a população, em geral, para participar da feira agroecológica que irá marcar esse dia, no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa”, disse o deputado.
O deputado destacou que mais de trezentos assentados da reforma agrária, além de agricultores familiares de todas as regiões da Paraíba, irão participar das comemorações do Dia Estadual de Combate ao uso de Agrotóxicos. A programação será das 7h às 14h, na data que também é o dia de São José,dia que traz esperanças de inverno para os agricultores.
“A promoção do evento é do Incra-PB, que conta com o apoio de muitos parceiros, entre eles o nosso mandato. Durante o evento será realizada a feira agroecológica, com 40 estandes, todos com produtos cultivados sem nenhum agrotóxico. Não podemos mais ficar parados diante da constatação que para cada brasileiro existem 5,2 quilos de veneno depositados na produção de alimentos”, alertou.
Frei Anastácio disse que nos estandes, os visitantes irão poder comprar frutas, legumes, hortaliças e outros produtos ecologicamente corretos. Além disso, o evento trará palestras e estandes com artesanato, cultura popular e mostra de experiências desenvolvidas na agricultura com defensivos naturais.
Para realizar a programação, o Incra conta com a parceria do MDA, MST, CPT, Pólo Sindical da Borborema, ASA, UFPB, Pastoral da Juventude Rural, e Fórum Estadual da Economia Solidária.Existe ainda apoios  de órgãos públicos estaduais, municipais e federais, a exemplo da Emater, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/PB), Conab, Secretarias de Saúde e  Educação  do Município de João Pessoa, Secretaria da Agricultura do Estado, entre outros.
Café ecológico
Durante a abertura do evento, os expositores irão oferecer um café da manhã, de graça, ao público, com frutas e outros produtos agrícolas cultivados sem nenhum veneno. “Esse café é uma forma de mostrar ao público que é possível cultivar sem agrotóxico e que a Paraíba já tem uma boa experiência nessa área com cerca de 30 feiras agroecológicas espalhadas pelo estado.Vai ser um grande evento, para mostrar que agrotóxico mata e que é possível ter alimentos saudáveis na mesa”,explicou..
Marcha das mulheres
Frei Anastácio deixou registrado também a realização da Quarta Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, realizada no município de Solânea,ontem, no Brejo Paraibano, com participação de mais de três mil mulheres camponesas.
Elas são dos 15 municípios do Pólo da Borborema e de várias regiões que compõem a Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), o Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) e o Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade. Juntas, elas caminharam pelo centro da cidade para denunciar as desigualdades e a violência contra mulher e reafirmar a luta por direitos e por relações mais justas na agricultura familiar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Comissão Europeia pede que alguns pesticidas vinculados à morte de abelhas sejam vetados

A Comissão Europeia (CE) propôs, no final de janeiro, a suspensão do uso, durante dois anos e para os cultivos que mais atraem as abelhas, de alguns pesticidas que estão contribuindo para a morte das populações de abelhas.


A reportagem está publicada no jornal espanhol La Vanguardia, 31-01-2013. A tradução é do Cepat.

A medida, que afetará em particular o milho, a canola, o girassol e o algodão, foi anunciada em uma reunião de especialistas dos 27 países, no primeiro debate europeu sobre o tema, explicou em coletiva de imprensa o porta-voz comunitário da Saúde e Consumo, Frédéric Vincent.

A CE quer elaborar normas para regular a proibição e confia em que as medidas comecem a ser aplicadas no máximo em 1º de julho deste ano. A decisão não afetaria a próxima temporada de plantio do milho, precisou o porta-voz.

A origem da decisão é um recente relatório da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) que relaciona o uso dos inseticidas com “neonicotinoides”, substâncias derivadas da nicotina, com a alta mortalidade de abelhas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Pobreza, produto do agronegócio

Segundo pesquisa, regiões da Alta Mogiana e Pontal do Paranapanema registraram aumento da industrialização do campo e crescimento da pobreza

Aline Scarso,
da Redação

Uma pesquisa de mestrado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que existe uma relação entre a expansão de atividades do agronegócio e o crescimento da pobreza em áreas específicas do estado de São Paulo. Segundo o estudo, regiões reconhecidas pela força agroindustrial estão passando por um processo de concentração de renda, de terras e de pobreza. O levantamento sinaliza ainda que o agronegócio aproveita a vulnerabilidade das regiões para se instalar e criar raízes. Intitulado São Paulo Agrário: representações da disputa territorial entre camponeses e ruralistas de 1988 a 2009, o estudo é do pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), Tiago Cubas. Ele trabalha com dados como o Índice de Pobreza Relativa, Índice de Gini e de Concentração de Riqueza para revelar uma situação de contradição.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mobilização do MECA sobre a violência contra as mulheres


Olá pessoal!

Então...segunda pela manhã, tinhamos marcado a produção de cartazes sobre a violência contra mulher. Mas eu e Júlia não estaremos em Bananeiras. Dai pensamos em adiar para segunda a tarde. A partir das 14 horas estaremos lá no MECA...quem puder ir da uma força será bem vind@!

Não sei se aqui tem o email de todo mundo...mas em todo caso deixamos um aviso na porta do MECA também. Se alguém puder avisar aos demais seria interessante...quanto mais gente melhor;)

Xeero
 
Lanna Cecília

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros” (Che Guevara)

Pesquisador venezuelano, condena uso de alimentos trasngenicos. e denuncia interesses das grandes coporações transnacionais. Telesur e correo del orinoco, 20 de nov 12


 

  Indicó el experto en ecología Saúl Flores
Alimentos transgénicos responden a intereses capitalistas
El investigador del IVIC señaló que hasta la fecha se ha demostrado que los transgénicos no son más productivos ni más rendidores que los cultivos tradicionales, lo cual es evidente porque la problemática del hambre no se ha solucionado

La idea de los alimentos transgénicos responde a intereses del negocio capitalista y no a solucionar el problema del hambre en el planeta, como originalmente fue vendida al mundo. Así lo expresó este martes el especialista en ecología, Saúl Flores.

“La biotecnología en manos de las grandes corporaciones de alimentos se ha convertido en un negocio que atiende a las necesidades del capitalismo”, dijo el investigador del Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC) durante una entrevista concedida al espacio Contraste difundido por Venezolana de Televisión.

Al respecto, señaló que hasta la fecha se ha demostrado que los transgénicos no son más productivos ni más rendidores que los cultivos tradicionales, lo cual es evidente porque la problemática del hambre no se ha solucionado.

Agregó que en países africanos donde la hambruna azota sus poblaciones no pueden consumir estos alimentos que son generados por corporaciones transnacionales. “¿Usted cree que Monsanto o Du Pont van allá a regalarles la semilla?, mentira, ese es un gran negocio”, reflexionó el experto.

Por otra parte, Flores recalcó que en países vecinos como Argentina, Brasil y Uruguay, donde se producen transgénicos, los campesinos son desplazados de sus        tierras por las grandes transnacionales de alimentos. “Venezuela como país que estamos en revolución tenemos de alguna manera que defender nuestro proceso, en el sentido de que los campesinos tienen derecho a sus tierras y a tener semillas naturales”, recomendó.

El investigador recordó que pese a que en el año 2004 el Gobierno Bolivariano liderado por el presidente Hugo Chávez prohibió la producción de transgénicos, el país importa alimentos provenientes de naciones vecinas donde sí se producen estos insumos.

TRANSNACIONALES RECOLECTAN SEMILLAS, ¿CON QUÉ FINES?

Por su parte, el experto en medicina naturista, José Miguel Rondón, alertó que los nueve grandes países del mundo (Grupo de los 9) están recolectando las semillas que se producen en el planeta en un proyecto de investigación que se desarrolla en Groenlandia.

“Están recolectando las semillas del mundo las tienen en estudio y las tiene ahí hibernando. ¿Cuál es el objetivo de eso?, después que nosotros no podamos sembrar una mata de limón, de lechoza, de papa, porque todo está transgenizado, entonces necesitaremos comprarle a ellos las semillas y ellos dirigirán (el negocio de) las semillas en el mundo”, advirtió.

LATINOAMÉRICA NO NECESITA CONSUMIR TRANSGÉNICOS

Por otra parte, Rondón, expresó que América Latina no necesita consumir alimentos transgénicos porque la región goza de una biodiversidad florística y de alimentos muy rica.

“Podemos comer de todo, porque aquí se produce de todo de manera casi natural y no necesitamos estar transformando genéticamente nuestros alimentos”, concluyó.
Correo del Orinoco / 20 de noviembre de 2012





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

algumas fotos do IIi seminário e do fórum




Logo

Apresentação

Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agroecologia  do  Território  da  Borborema  constitui-se como um 
órgão de pesquisa e extensão  de interesse público, sem fins lucrativos, tem como objetivos desenvolver e apoiar
 trabalhos de ensino, de pesquisa e de extensão voltados para a agricultura familiar agroecológica.

 O MECA é um movimento que visa contribuir com a promoção do desenvolvimento solidário e sustentável da 
Agricultura Familiar a  partir de processos coletivos e participativos regidos pelos princípios da Agroecologia e
 Educação do Campo.

 O Comitê de Extensão do CCHSA/UFPB é um colegiado representativo de professores do Campus de 
Bananeiras-PB que tem como objetivo apoiar as ações de extensão e integração com a comunidade.

 O III Seminário Temático de Agroecologia, Resistência e Educação do Campo e do III Fórum 
de Extensão do CCHSA/UFPB, abordará a temática da Sustentabilidade e Desenvolvimento Local.


O Comitê de Extensão do CCHSA/UFPB e
Movimento de Educação do Campo e Agroecologia - MECA/UFPB
Atualizado em:  17 de outubro de 2012.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


A SITUAÇÃO DOS TRANSGÊNICOS NOS ESTADOS UNIDOS: aumento incontrolavel de uso de venenos.

Entre 1996 e 2011 os cultivos transgênicos resistentes a herbicidas elevaram em 239 milhões de kg o uso desses produtos nos EUA, segundo dados compilados por Charles Benbrook, pesquisador do Organic Center. Esse valor inclui soja, milho e algodão modificados. Os Estados Unidos têm a maior área cultivada com sementes transgênicas no mundo.
A análise de Benbrook relativa às implicações da adoção em larga escala dos cultivos transgênicos nos EUA foi apresentada recentemente numa conferência na Alemanha e põe em xeque a propaganda da indústria, que alega redução no uso de venenos.
O uso de glifosato na soja Roundup Ready aumentou de 0,77 para 1,75 kg/ha entre 1996 e 2011. O uso de outros herbicidas na soja RR diminuiu de 0,22 para 0,13 kg/ha.
O uso total de herbicidas na soja RR subiu de 1,00 para 1,89 kg/ha. No mesmo período, o uso total de herbicidas na soja convencional teve redução de 1,33 para 1,08 kg/ha.
Em 1996, a soja RR usava 0,33 kg/ha a menos de herbicida do que a soja convencional. Já em 2011 essa relação inverteu-se, passando a soja RR a usar 0,82 kg de herbicidas a mais por hectare, segundo Benbrook, que baseia suas análises em dados oficiais como os do Departamento de Agricultura dos EUA. No mesmo período, o consumo de herbicidas também aumentou nas culturas de milho (+ 0,46 kg/ha) e algodão (+ 0,97 kg/ha) geneticamente modificados para tolerância a esses produtos.
No caso das culturas Bt (que produzem uma toxina em suas células), sua adoção permitiu uma redução de 56 milhões de kg de inseticidas entre 1996 e 2011. No cálculo geral, as sementes transgênicas acarretaram aumento de 183 milhões de toneladas no uso de agrotóxicos [No Brasil, as sementes Bt recém-lançadas pelas empresas são também tolerantes a herbicidas].
A adoção dessas sementes tem levado a um acelerado desenvolvimento de plantas espontâneas resistentes ao glifosato. Cerca de 5,6 milhões de hectares dos EUA registram ocorrência dessas plantas, que já somam 22 espécies, sendo que algumas delas expressam resistência a mais de um ingrediente ativo. A “solução” apresentada pelas empresas segue na linha do “mais do mesmo”. Visa manter ascendente a curva das vendas de agrotóxicos por meio do lançamento de variedades resistentes a produtos como o 2,4-D, dicamba, glufosinato de amônio e outros.
Mesmo sem o uso comercial de transgênicos resistentes ao 2,4-D, o produto é o que tem o maior número de registros de prejuízo a culturas sendo investigados pelas secretarias estaduais de agricultura nos EUA. Estudos mostram que a exposição ao 2,4-D está ligada a problemas reprodutivos, aborto espontâneo, defeitos de nascimento e linfoma non-Hodgking.
Mesmo assim, o Brasil ainda usa mais agrotóxicos do que os Estados Unidos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pesquisa reconhece qualidade das Sementes da Paixão na Paraíba

Nos dias 30 e 31 de maio, no Convento dos Maristas e no Banco de Sementes Mãe, em Lagoa Seca, acontecerá o Seminário Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido, que reconhece a qualidade das sementes da Paixão na Paraíba. O evento irá apresentar os resultados quantitativos e qualitativos de um estudo desenvolvido pela Articulação do Semiárido Paraibano (ASA - Paraíba) e a Embrapa Tabuleiros Costeiros com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Sementes da Paixão” foi como ficaram conhecidas na Paraíba às sementes nativas ou crioulas, que vem sendo reproduzidas pelos agricultores familiares desde os seus antepassados e significam a garantia da autonomia e diversidade da produção da agricultura camponesa de base agroecológica na região semiárida.

Assembléia aprova criação do dia estadual de combate ao uso de agrotóxico


A Paraíba terá um dia estadual de combate ao uso de agrotóxico. O projeto, de autoria do deputado estadual Frei Anastácio (PT), que institui a data, foi aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa e falta agora ser sancionado pelo governador do estado. “O país já ultrapassou a marca de um milhão de toneladas de agrotóxicos vendidas. Isso representa cinco quilos e duzentos gramas de veneno por habitante, no Brasil”, disse Frei Anastácio.
O petista explica que o dia 19 de março tem como representação simbólica o dia de São José como um marco. Nesse dia, os agricultores do Nordeste esperam a chuva para começar a plantar. “Dessa forma, existe toda uma mística de esperança, envolvendo essa data, e por isso será oportuna para o dia de combate a intoxicação por agrotóxicos”, afirma o parlamentar.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O peso da biodiversidade

Estudo sugere que a redução da variedade de espécies causa impactos tão graves ao meio ambiente quanto a poluição e as mudanças climáticas
» Max Milliano Melo

No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. Uma pesquisa divulgada na edição de hoje da revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima.